Diferenciação Pedagógica: Estratégias de Ensino e Aprendizagem

Tal como já referimos anteriormente no artigo Diferenciação Pedagógica (Art 8.º, DL 54 /2018 de 6 de julho), a Diferenciação Pedagógica é uma medida de gestão pedagógica.

Com esta medida pretende-se desenvolver estratégias de ensino e de aprendizagem diversificadas e diferenciadas, mas também modelos de organização do trabalho, centrados nas diferenças individuais de cada aluno. Os professores podem diferenciar os conteúdos, os processos e os produtos de acordo com a preparação, o interesse e o perfil de aprendizagem de cada aluno.

Para que a implementação desta medida seja significativa é fundamental definirem-se:

  • Objetivos claros, de forma a reconhecer a diversidade dos alunos;
  • Métodos e materiais flexíveis e variados, de modo a motivar os alunos para a aprendizagem, mas também para facilitar a compreensão dos conteúdos e para promover a sua participação ativa;
  • Formas de monitorizar os progressos dos alunos, através da recolha de informações sobre o seu desempenho, ou seja, através de uma avaliação abrangente, articulada e reguladora das aprendizagens.

Neste sentido, é através de um conjunto de estratégias de gestão pedagógica, mas também de atividades e de recursos didáticos que podemos, de facto, promover o sucesso dos alunos.

Diferenciação Pedagógica – Estratégias

Assim, passaremos, de seguida, a apresentar um conjunto de estratégias que podem ser implementadas em qualquer área disciplinar e que, acima de tudo, estimulem o interesse e a motivação do aluno para a aprendizagem.

  • Disponibilize diferentes formas de apresentação de informação e/ou dos conteúdos, com recurso a materiais lúdicos e atrativos.
  • Adeque o tempo de realização de cada atividade às necessidades de cada aluno. O tempo designado para uma atividade deve ser um pouco menor do que a capacidade de concentração de cada aluno.
  • É importante ensinar a turma a trabalhar de forma autónoma e silenciosa durante a realização das atividades, usando estratégias para lembrar a turma de que deve manter o silêncio e a ordem na sala de aula.

  • Para os alunos que apresentem maiores dificuldades, faculte materiais impressos previamente sublinhados dos conteúdos, ou resumos com a seleção das ideias essenciais.
  • Projete esquemas ou sínteses dos conteúdos abordados, que permitam que os alunos os registem no caderno de forma lógica e organizada.
  • Elabore contratos de aprendizagem, pois ajudam os alunos a gerirem a sua aprendizagem com mais autonomia.
  • Crie momentos específicos para que os alunos possam tirar dúvidas. O professor pode criar para cada aluno um “registo de aprendizagem”. Desta forma, sempre que o aluno tiver dúvidas, faz o registo das mesmas e vai realizando outra tarefa, enquanto o professor não está disponível.

A Influência da Empatia entre professor e aluno no Processo de Ensino e Aprendizagem

Na verdade, para além das estratégias apresentadas, é fundamental que haja empatia entre professor e aluno. Esta relação empática favorece não só a construção do conhecimento, mas também da aprendizagem, uma vez que desperta no aluno a sua vontade de aprender.

Ao estabelecer-se um processo de comunicação efetivo entre professor-aluno, a transmissão do conhecimento dá-se de forma natural e integral, fomentando a participação dos alunos e estimulando a sua motivação para o estudo.

Esta interação irá ainda ajudar os alunos a acreditar nas suas capacidades, estabelecendo metas, mas também a lutarem para superarem as dificuldades e conseguirem atingir os seus objetivos.

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