Sabe como é feita a previsão do tempo ou como funciona o GPS?

Já se questionou sobre como obtemos informações acerca das condições climatéricas? Sobre como funciona o GPS? Ou ainda, como obtemos aquelas maravilhosas e inspiradoras fotografias tiradas do espaço do nosso planeta?

Isto está diretamente associado aos satélites artificiais. Logo, importa compreender a diferença entre satélites naturais e artificiais; saber os tipos de satélites artificiais; conhecer as constelações de satélites; e, entender as funções dos vários satélites artificiais.

Satélites naturais versus satélites artificiais

Os satélites naturais são as luas ou planetas secundários. Isto é, orbitam um planeta principal, por exemplo, a Lua é o satélite natural da Terra.

Por outro lado, os satélites artificiais são um veículo espacial, que pode ou não estar tripulado. Analogamente aos satélites naturais, também os artificiais giram em torno de um planeta, ou então de um satélite natural ou ainda do Sol.

A saber, as funções principais deste tipo de satélites centram-se na investigação científica e nas telecomunicações em geral, como por exemplo, a Internet, e na retransmissão de sinais de rádio e de televisão.

Foram vários os satélites artificiais lançados para o espaço na tentativa de novas descobertas astronómicas. No entanto, alguns foram um fracasso. Abaixo, pode ver alguns exemplos de satélites lançados com sucesso, pela União Soviética, EUA, China, Reino Unido, Holanda ou ainda pela Índia.

Além disto, pode-se ainda acrescentar que a órbita de um satélite pode ser designada geossíncrona ou geoestacionária.

Assim, a órbita geoestacionária é também geossíncrona, mas só uma das órbitas geossíncronas é geoestacionária.

Em síntese, os satélites geoestacionários encontram-se parados sobre um ponto fixo da Terra, a fim de observar regiões específicas da Terra e para enviar sinais relativos às comunicações.

Ao contrário, um satélite que não é geoestacionário não pode ser usado para observar sempre a mesma região da Terra, pois não está sempre sobre essa mesma zona.

A órbita dos satélites artificiais é determinada pela altitude a que são colocados e pela velocidade inicial que lhes é aplicada. Portanto, quanto mais alta for a órbita, menor será a sua velocidade angular. 

          Diferentes tipos de satélites artificiais

  • Satélites meteorológicos: determinam as condições meteorológicas sobre o globo terrestre.
  • Satélites de navegação: definem o posicionamento sobre determinado lugar na Terra, com base em dados recebidos e permitem a navegação; são exemplo deste tipo de satélites o GPS (Global Positioning System).
  • Satélites astronómicos: permitem as observações astronómicas.
  • Satélites de comunicação: responsáveis pelas comunicações televisivas, telefónicas e pela Internet.
  • Satélites de reconhecimento: usados na vigilância e reconhecimento, sendo quase exclusivamente usados pelos militares.

Constelações de satélites artificiais

Galileo – é um sistema europeu de navegação por satélite, sendo um projeto civil, ao contrário do GPS americano ou do GLONASS russo. Este apresenta outras potencialidades, como por exemplo, maior segurança e precisão. Estará completamente operacional em 2020, contando com 30 satélites.

Glonass – com origem russa, este sistema foi criado para fins militares, mas a partir de 1993 iniciou-se a sua versão comercial. Assim, este é composto por 24 satélites que permitem a navegação para fins militares mas também civis.

 

Navstar/GPS – é um sistema de radionavegação americano, criado para ser o principal sistema de navegação das forças armadas americanas. Também é composto por vários satélites, 28 na verdade, a orbitar a Terra a 20000km de altitude. Estes satélites enviam sinais na gama das ondas rádio que são detetados pelos receptores GPS que temos, por exemplo, nos nossos automóveis.

 


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Um comentário em “Sabe como é feita a previsão do tempo ou como funciona o GPS?

  1. Teresa santos comentou:

    Muito bom. As astronomia é uma área interessante mas muito difícil. São importantes textos que nos ensinem estas coisas.

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